10 maio 2010

M.o.n.e.t

Acabei de descer o -mais-baixo
Frente a olhares intransigentes
Pensei em ceder o lugar onde me encaixo
E caminhar sozinho sob o sol

Peso que me foi acoplado insanamente
- Sempre se tem culpa ao aceitar.
Como quebrar vinte e dois anos convergentes
e os botões que ao desabrochar caem do talo?

Te encontrei e não sei se é amor
Seus beijos continuam doces, voluptuosos.
Desconheces o contorno que se perpetuou
dos momentos estranhamente nossos.

5 dias, 5 anos, 5 séculos a fio
Onde guardei o que tanto me deixou sozinho
mas escapulia em eu-te-amo avulsos.

Como se o nobilíssimo sentimento precisasse de uso
Ele reina impunemente
Sobre mim,
sobre você,
sobre os que não amam.

Tão auto-suficiente que não admite
"Ele está morto ou muito baixo"

Ainda te amo
mas não sei se quero!


 "Monet teve uma catarata no fim da sua vida. A doença o atacou por causa das muitas horas com seus olhos expostos ao sol, pois gostava de pintar ao ar livre em diferentes horários do dia e em várias épocas do ano, o que foi outra característica do Impressionismo. Durante sua doença Monet não parou de pintar, - usou nessa época de sua vida cores mais fortes como o vermelho-carne e vermelho goiaba, cor tijolo, entre outros vermelhos e cores mais fortes."


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