28 março 2011

21 março 2011

...

Devagar
EsquEço e
Paro num
Riso
Insustentável e
Mendicante.
Imponderável
Dor, sem 
OnomatOpéias!

Praça da Sé SSA/BA/Brasil

Praça da Sé SSA/BA/Brasil by Netoૐ
Praça da Sé SSA/BA/Brasil a photo by Netoૐ on Flickr.

Vedo i fiori in voi!

Vedo i fiori in voi! by Netoૐ
Vedo i fiori in voi! a photo by Netoૐ on Flickr.

Vale do Capão Chapada Diamantina BA/Brasil

Mercado Modelo SSA/BA/Brasil

Mercado Modelo SSA/BA/Brasil by Netoૐ
Mercado Modelo SSA/BA/Brasil a photo by Netoૐ on Flickr.
Ao brilho sonolento do Sol.

Praia do Buracão Rio Vermelho SSA/BA/BR

"eu vejo flores em você"

20032011007 - Cópia (2) by Netoૐ
20032011007 - Cópia (2) a photo by Netoૐ on Flickr.

20 março 2011

a.g.r.i.p.n.i.a.

Insônia que produz e esclarece
que reduz a força
fatiga o corpo e
inspira reflexos
poéticos que sublimam a motricidade
e me afastam do leito mortuário diário

In(-)sônia

In(-)Sonya inglesa e sábia
In(-)Sophia grega ou russa
Tão enlightening quanto uma noite 
Acompanhado de Gandhi e Joyce

Insônia
Pervigília errante...
Agripnia salutar.
Privilégio de notívagos
Grilhões ao amanhecer - recompensados. 

Preciso ir
Para manter o estado
quero estar desperto para ti
Sonja. 

12 março 2011

p.e.r.m.i.t.a.-.m.e.

eu quero o que me deixa quieto
mas com o coração a ponto de um ataque
o que me deixa absorto em pensamentos
e excitado com planos que você ainda desconhece

eu quero o que deixa a porta aberta
que não tranca as janelas - fácil de voltar
aquilo que sobe no muro mais alto da vida
e duvida se um dia cairá, e cairá, do lado correto

eu quero o amor que trago no braço
a eterna possibilidade de tocar outra canção
a manifestação legítima de todos os avatares
que me faz dedilhar como em seu corpo meu violão

eu quero um deus de carne e osso e defeitos
que me acorde com mal-humor e café na cama
que me deixe feliz e também acabe com a caixa de lenços
que me permita acreditar de novo na comunhão das almas

eu quero você me querendo
eu me quero te amando.

04 março 2011

d.r.a.g.ã.o.

Tem um dragão dentro de mim
queima-me sem dó ou compaixão
destrói-se sem qualquer remorso
esquecendo do óbvio destino

Tem um monstro sacro em meu peito
algo que se move sem que eu pense
algo que se inflama e queima...
basta que encare seus olhos vadios

Tem algo dentro de mim
uma azia dilacerante e irreversível
algo que me ajuda a lembrar
que sou eu, sou eu, apenas eu na fogueira

Tenho algo sacro e outro tanto abominável
Sou a lança, a espada e o dragão
o ouro, a prata e o ferro enferrujado
os galos, a enxada, as cobras e a matéria que apodrecerá

No entanto, cale-se por um instante
saia que a rua te espera e adormecerei
vez que já me cansa o maniqueísmo imperativo 
apesar do corpo fechado: choro.

Pranto de lança
Pranto de dragão
Força de cavaleiro...
faz-se luz em todas as faces.