22 maio 2008

Fantasmas, 22.05.08


Carregue água em cesto de palha;
pentei-se com as garras de uma leoparda viva e faminta;
conte o infinito de suas dúvidas e
curve-se ao rigor do desejo.

Faça brotar amor num parque industrial;
seu computador livrar-te da insônia [e da solidão]
sua agenda valer qualquer centavo
para não ceder ao imperativo

Esqueça que um dia foste diferente
e que, talvez, fosse menos triste
mais livre, menos amparado, menos receoso da outra calçada...
Esqueça de mudá-los... fazendo-o somente e solitariamente

Carregue sonhos em cestos de nuvens
Corra para a praia de tua a vida
distribua amor e sorrisos sob o sol
e molhe-se com a água que jorra rapidamente sobre sua fantasia.

19 maio 2008

written, 14.05.08

Escrever algo que valha,
que traduza o imenso esforço de uma alma
e liberte-a da inconsistência,
da disforme existência do querer.
Querer sempre!
Sempre o infinito do possível -
isto quase sempre
postergado.
- Um brinde ao nosso
inalcançável.
Escrever a própria libedade,
símbolo de quase toda tristeza...
Esta que tem a totalidade na luz
e se finda quando já não há mais estrelas.
Faróis,
caminhos e nortes...
Mas relutam em ser penas
para que eu mergulhe no tinteiro do meu corpo
e delinei os traços de minha amplidão.
Escrever algo que valha,
não na imortalidade
nem tampouco para as possibilidades,
mas algo que possa chamar-se eu.

15 maio 2008

Dançar, 01.04.08


Morte que cala almas vivas.
Sedentas em reviver palavras,
da mesma forma, ávidas por vel
hos desejos
que, àquele tempo, suportou o próprio respirar.

Morte que trancafia corpos ágeis.
Ansiosos por mais uma vez dançarem-se

e, numa reciprocidade, odiar-se-amarem,
bus
cando frestas simétricas corpóreo-energéticas.
Vida que,
em si, é quase morte.
Morte
que, em plenitude, é totalmente vida,
tendo esta como passado e,
mais uma vez, porvir circularmente.
Vida de corpo, morte e alma,
Imobilizada, ao seu tempo, por palavras,
[desejos e danças,
Experimenta liberdade e expressividade no fim -
Com a vida que é sonho que é morte que é desejo
[que é dançar.




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