27 agosto 2011

f.a.l.é.s.i.a.

é penhasco
é abismo
falésia psíquica.

um pé, depois um giro...
(180 graus sem medo) 
e troco de pé.
flerto com a borda
num eterno estado de ameaça
de amar,
de pular,
de viver ou voar...

um passo atrás
e folgo a corda
acalmo meu desejo
desperto sua ira
respiro
e você se irrita sobremodo.

por enquanto este é meu lugar:
um pé dentro 
outro fora de todas as vidas. 

é penhasco
é abismo.

24 agosto 2011

Quase sempre tudo parece tão errado, tão difícil, tão sem sentido... 
Chego mesmo me perguntar será que sou eu...  
Eu tenho que suportar?

20 agosto 2011

e.n.t.r.e.g.a.

trago esperança e história novas

rara para seus desejos

ainda não satisfeitos e as realizações do devir

-não morra!

salvar-te-ei ainda que com os olhos já cerrados...

pedaço de vida gerado no fim do túnel - meu caminho.

luz, quero luz e te dou minhas córneas,

ar nos pulmões e cadência ao coração...

-não desista de esperar.

transformarei o processo de luto dos meus

em alegria para todos os outros

também meus.

19 agosto 2011

t.r.a.n.s.p.l.a.n.t.e.

Dar-te, devolver, o que é seu

e que me emprestara na minha aurora...

Agora, depois do meu salto no escuro,

entrego-te, com minha marca,

a possibilidade de continuar

pintando nosso quadro.

18 agosto 2011

q.u.i.n.a.

De tanto canto que ouço

Permaneço longe de todas as quinas

Es 
          cu 
                   to 

porque meu 

e  n   can   t  o

teima em

docilizar minha paz tra

                                       qui

                                        na!


 "A nave em breve ao vento vaga de leve e trás
Toda a paz que um dia o desejo levou"
Esquinas - Djavan

14 agosto 2011

e.m. b.l.u.e.s.

Canto em tons 
de   r  o  s  a   pastel
quando me   ve  jo 
sem você. 
Sem a sua presença de lírios
brancos em minha calma. 
 
Por que nos deixamos à mercê curvas roxas sem explicações e desprovidas de textura? Sim, canto para você com todo meu corp'alm'ente. 
Lágrimas e jasmins descem pela minha pele invertida 
- pranto em tudo que tenho. 
Aguardar deve ser mesmo guardar-se em blue.

05 agosto 2011

c.o.n.s.t.r.u.ç.ã.o.

Chamem-me de luz e de cometa ou de estrela - mas não me digam do túnel ou da masmorra e da sombra. Sou o que dobra no canto de um quarto ou de um salão de beleza ou mesmo de uma floresta sem encantos. Sou minha própria dobra - comsumindo-me em mim e do lado de dentro.
Na mesa de trabalho uma caneta um bloco de memórias alheias mais alguns sonhos esquecidos no consultório... Na mesa tem os meus anos de estudo minhas angústias de análise mais as palavras dos que portam o estandarte... Na mesa tem o arrepio da fantasia de o outro saber-se e a certeza de poder-me. Oh, na minha mesa...
 Vejo-me envolto em feixes de luz e questões de todas as matizes de cores. O amarelo e suas nuances misturado ao quem-sou-eu-? O vermelho pergunta de onde vim e o azul - ah, o azul ... Oito infinitos em potência e dever me vestem enquanto passeio pelas veredas de descobrir.

01 agosto 2011

Tempo

Tempo sem postar
Tempo de por demais de ansioso
Tempo de movimento
Tempo certeiro e reto, nada duvidoso
Tampo de palavras não prostrar
Tempo para a saudade, não o lamento...


"Tudo com Tempo tem tempo."