08 maio 2010

ÁLVARO DE CAMPOS


Insônia
 
    "Não durmo, nem espero dormir. 
    Nem na morte espero dormir. 
    Espera-me uma insônia da largura dos astros, 
    E um bocejo inútil do comprimento do mundo. 
    Não durmo; não posso ler quando acordo de noite, 
    Não posso escrever quando acordo de noite, 
    Não posso pensar quando acordo de noite — 
    Meu Deus, nem posso sonhar quando acordo de noite!" 
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