28 agosto 2014

Evoé

Nem sempre o demais é excesso
Da mesma forma o muito pode ser insuficiente
O falso amor é diferente 
Do fiel viciado da balança?
Nem vou falar do cristal quebrado
Para que não pareça suicídio?
Uma imagem, sacra ou não,
Uma vez restaurada é a mesma?
Qual a medida de se ser intenso, fora das bordas
Algum mecanismo psíquico falta de controle
Ou a pele e os sentimentos d'l'autre ?
Qual o limite para se estar deprimido
Um certo grau de disfunção neuroquímica
Ter o mínimo necessário para se drogar com tecnologia de ponta 
Ter alguém que lhe escute uma vez por semana, outra uma vez por mês?
Muita gente perde a mão da intensidade
E pode matar...
Outros são casos subnotificados de F33
E podem morrer...
Qual o verdadeiro fiel da balança?
Que porra é amor verdadeiro, cálido, gélido, falso, funcional
Se, salvo melhor juízo, todos, estou dizendo todos adoecem.
- não é um mau agouro; nem todos se separam - muitos vão adiante. 
Se a restauração traz de volta o brilho àquilo que não tem alma,

Para além de psicólogos e psiquiatras Olorun deveria ter inventado um restaurador de gente. 

27 agosto 2014

27 de Agosto - Feliz dia d@ Psicólog@ para tod@s

Hoje completo 11 anos de formado e me sinto feliz com o ofício que eu ESCOLHI  para minha vida. 

Queridos colegas obrigado pelo companheirismo e presença ativa nas jornadas. 

Eu, como alguns outros, tivemos a sorte de andar como os "Big Ones"....Mercedes Carvalho, Eduardo Saback, Antônio Nery Filho, Neander Abreu, Vera Rocha, Marta Alfano, Nádia Rocha, Lilian Darzé, e tantos outros - estou cometendo um injustiça, mas não lembraria o nome de todos. Perdoem-me. 

Já camainhei um pouco na Psicologia, nem sempre foi fácil, mas sempre foi motivo de crescimento pessoal, espiritual e profissional. 

Feliz Dia D@ Psicólog@ Para Tod@s


26 agosto 2014

It will be

What is meant to be it will be does not matter if you have your closed eyes or how many turns the Earth gives around itself. Or your loved one pass by you a million times, one day something magic happens and none of you two could understand so many time of blindness. The river is flowing in your way and the brilliant road is waiting for you to walk over. What matters most is was already written to everyone. But there are always a way to run away of  this all, even with small chances a person came make it, the well known free will. But if it is meant to be It will be! 

Inelutável

O que eu sei é que esta dimensão chamada vida é algo onde não se fica, ou se sai, inelutavelmente; claro que existem epifanias ao acaso para que cada célula do nosso corpo, que nasce e morre enquanto estamos vivendo não padeça de tédio e leve consigo todas as demais, alienadas da condição de fragilidade, depressão, finitude, psicose e carência. A vida, inexoravelmente, tem o tempo e o tamanho que damos a ela, com os mimos e os espinhos que construímos, principalmente para nós mesmos, no decorrer do Tempo. Incluir aí fé, amor, ódio, desespero, pequenos e grandes vícios (deliciosos ou não), arrogância e humildade: uma série chata de sentimentos antagônicos... Deixa este arranhão aí: - vai curar sozinho... E aquele olhar fulminante, que despiu até a pele... Quem sabe amanhã? E não se quer que a vida seja uma arena de gladiadores (esqueça Russell Crowe e  Joaquin Phoenix)... Mas, ainda assim temos as happy-hours -que só tem dois objetivos "piriguetetar" ou falar muito mal do sexo oposto; mas o seu contraponto também existe: como o Facebook está de doer, restará a TV por assinatura e o sorvete de creme e chocolate - não há condição psicológica nem para reler o Pequeno Príncipe. Só que o arranhão não vai curar sozinho, sem deixar cicatriz, mesmo com terapia. E o olhar que arrancou até a pele, pode não voltar, o ego não suportar e pra terapia entrar. Eu disse que essa vida era inelutável.




Marisa e Renato Russo - Celeste

(Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=qQbUBjourCE  26/08/14, 01:22h)


23 agosto 2014

Banda-voou

Amor banda voou 
Aquela banda que ficou
Saiu procurando a que voou 
-Traquinagem dos amores -
Procurou, procurou, procurou
Até que ela achou
O mesmo amor com que ficou
Com nova banda que brotou
Assim, repousou. 

15 agosto 2014

Minha solidão

Ela segurou minha mão
Disse que ainda era escuro
Que ainda mesmo com tanto futuro
Ainda transbordava muita solidão

Ela pegou minha mão
Pensei que que era para ajoelhar
E que mesmo com tanto não me importar
Ainda transbordava muita solidão

Ela pegou com força minha mão
Disse que mesmo no escuro
Poderia sair do buraco, do meu furo
Podendo largar o presente de solidão

Ela segurou com mais força minha mão
Era a hora de mudar o curso
De reunir psiquismo para o novo percurso
Carregando somente o necessário da minha solidão

Ela quase partiu meus dedos e minha mão
Quando chorei por não chegar lá
Quando repeti que não havia nada do lado de cá
E o fardo, nesse dia, era insuportável, a solidão

Depois de alguns dias ela foi folgando a mão
Quando fui me mantendo ereto
E cansando de achar que o sempre arqueado era o certo
E parecia não pesar, não mesmo, a solidão

E ela largou minha mão
Por gratidão coloquei para morar em meu peito
Onde somente as coisas boas também fizeram leito
Eu sei que ela está comigo, mas hoje precisa ser autorizada, a solidão. 

12 agosto 2014

Um por dia!

Matar um leão por dia
Suportar só mais um comprimido
Aguentar mais um sorriso sem-jeito
Ou uma cobrança atabalhoada

O lençol da cama que que já não esfria
Creia, é o corpo matando o leão
Tem amigo que aquece, tem aquele que desvia
Tem aquele sem muito tato, é nele que reside o amor

Matar um leão por dia
- Só mais uma coleta de sangue, senhor
Mais um jejum para os exames
E seus biscoitinhos e cappuccinos depois

A caixa de remédios coabita com as caixas das ervas
A sobreposição alopática é matar um leão por dia
Tem folha que ajuda, tem folha que só parece
É preciso serotonina na sinapse ou o amor esvanece.

Matar um leão por dia
O número que não se deixa de atender
O sorriso que é dado na moral

E o coração que não deve parar de bater. 

Matar um leão por dia
É observar o leopardo e fugir do tigre
É se amar, e aos seus, com tanta força
Que é só com Deus mas é também sem Deus. 

09 agosto 2014

02:12 am

Manter a calma e o silêncio
frente à fúria que se rompia
Perseverarei no bom senso dos costumes
Abri-me , de um golpe só, uma sangria

O ser mais simples tem revia
E quanto mais complexo mais doente
Pois no ilusionismo, diabólicos tridentes,
pelo bem estar, realizem com   fina prata

Meu corpo desestabiliza o staus quo
Porquê mentem alguns sentidos
e se deixam enganar por alguns interesses 
marcando a alma denunciadora

Não precisava  pensamento ou gesto
sussurro ou franzir de sobrancelha 

Até quando  se matará em nome de ?
Até quando se excluirá  por causa de ?
Até voltarmos a ser mais simples que amebas
Os sofisticados inúteis da massificação 

Sem raiva
sem paixão
sem desejo 

Com amor
com vida
com mais água na panela do feijão


07 agosto 2014

Eupatia

Esperar por você
pelo tempo e fazendo companhia à insônia
Esperar é sempre distante
inconstante e cheio de desejos-a-ser

Esperar que algo nos chegue 
que nos toque e que faça sentido
Esperar é como o mar
horas paciente e sempre revolto

Esperar também por mim
pelo pertencimento e pela completude
Esperar é como o ouroborus
mordo o tornozelo e escuto  longínquas  paixões 

Esperar do outro - que aventura
Corre-se o risco do olhar e gestos estéreis [recompensa]
Esperar assim só trás escuridão
para a esperança sob a luz das expectativas. 

(04/2006, DECO PLÁCIDO)

06 agosto 2014

Se o amor não for o tempo é o seu amigo mais íntimo.

Lágrima de ter

Afeto pleno para equívoco da

Intenção pulsando um

Gesto sempre

Presto e ligeiro

Raiva do que se tornou

Estranho sem controle do próprio

Ímpeto que desembocou em

Traição e sempre acaba

Crueldade e gozo

T

E

M

P

O

Limpa e se não der

Desintoxica pois só assim te

Liberta então você pode

Engravidar e deixar que seu afeto

Renasça e se resinifique


01 agosto 2014

Lótus

Minhas palavras viram pó assim que se criam
Assim que ganham corpo, perdem a forma
Caem sobre o papel e sobre o chão
Virando frases soltas, sem fronteiras ou integração

Elas são os vestígios, o pó, de minha memória
O que sobra do sexo
Do abraço malicioso
Do beijo arrancado

Elas são os vestígios indecisos
E por isso não se criam
Elas são os vestígios perturbados
E por isso não se formam

São palavras secas
Que quase não têm alma
São palavras em momentos tensão
Esperando por serem partes do amor

Minhas palavras viram pó assim que se criam
Vão assim para o mundo
E talvez encontrem água
E talvez façam lama

E de lá, como a lótus, possa sair um poema.