26 dezembro 2015

Com sol, sem cor.

Mas tudo é pendular 
Tudo é escuridão 
Mas também sorriso
Tudo é um pouco de mim 
Mas também extrapola a pele 
Um tanto de todos 
Mas também barro e pedra 
Quero saber o intervalo 
Quero estar no invisível 
O desejo lascivo, laico das madrugadas 
A perturbação sábia da virada do amor
... e dos dias em horas de deuses. 
Quero ser a imaginação científica 
A teoria nova
O definhar do claudicante paradigma 
A figura ainda sem reflexo
Mas já vista por todas as gentes. 
Quero o desenhar do movimento 
Conhecer o lapso
Entre intento e gozo 
A cor verdadeira de cada Sol. 
Mas é tudo tão pendular... 
De tão impertinente, 
Em palavras e meios, comemoro!