18 maio 2016

Quando o teto é o horizonte 
E já faz tempo que seus olhos se abriram
Parece que seus desejos diminuem
E que a fantasia é imensidão. 

Vejo a moldura inferior dos quadros
E o dardo atirado não se fixa 
Estou deitado e ajoelhado...
Para os Òrìsàs baixando minha crista

Quando o teto é insidioso 
E sua alma já deu lugar à calma
Memórias me drogam, corrompem o status, 
E somente o som do vinil me salva. 

Quando o teto deixa de ser tudo, vira espelho.
Vejo-me mais nas teias de aranhas 
Uma armadilha, a velhice e total letalidade 
Vivo mosquito, vivo quem abocanha.  

Quando o teto passar a ser tudo, vira espelho.
Vejo-me na luminária, no entalle de gesso quase clásico 
Vejo delicadeza, estética e adaptação
Diminuo os analgésicos para tentar ser prático.  

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