23 maio 2016

Águia negra



Voe, águia 
Já me mostrara como caçar 
e como defender meus limites 
Sem sofrer quando o vento me maltratar 

Volte. Volte ao seu refúgio 
Feche teus instintos para mim
Que minha pele carmim 
Não entrará mais em apuros 

Voe, águia negra
Precisas trocar as garras e o bico
É penoso, crudelíssimo e estruturante 
Ficarei com a certeza do último mirar e da sobrevivência

Voe e volte a caçar
Meu êxtase não está em não ser mais sua presa, 
Mas em saber do teu mergulho perfeito
Vez que ainda sinto na espinha o seu arrematar. 

Voe águia 
Tive amor em tuas garras 
Tive dor em tuas garras 
Tive proteção em tuas asas
Tive medo da morte no teu olhar
Voe águia negra. 

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