24 julho 2015

Bela da Vila

Chamá-la de dona dos olhos seria ingênuo
És dona dos meus olhos
Desde que deuses do teatro me escolheram
Para admirar tanta beleza, talento, graça e leveza. 

Dizer que teus olhos sãos os mais lindos seria inocência 
És toda beleza que ponho no mundo
Desde que pude fitar, por quase um segundo,
O fundo do teu mirar e me encantar (me apaixonar). 

Dionísio! 

Deuses do teatro, deuses de toda parte
Escutem esse homem enamorado 
Por ela, que tem olhos mágicos e boca escarlate 
E que vive na correria de agendas e ensaios marcados.  

Contentar-me-ia em ser expectador 
Mas a vida pede mais e mais de um amante 
Contentar-me-ia apenas em aplaudir 
Mas meus braços foram feitos para trazer para perto, para amar. 

Oh, minha atriz 

Foste presenteada com virtuosa mirada  
Se não por nascimento, por destino inexorável 
O que pede este incauto cantador de versos
É um espaço, uma marcação no horizonte de seu amanhecer. 

Será que é divina
A vida da atriz”

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