05 agosto 2011

c.o.n.s.t.r.u.ç.ã.o.

Chamem-me de luz e de cometa ou de estrela - mas não me digam do túnel ou da masmorra e da sombra. Sou o que dobra no canto de um quarto ou de um salão de beleza ou mesmo de uma floresta sem encantos. Sou minha própria dobra - comsumindo-me em mim e do lado de dentro.
Na mesa de trabalho uma caneta um bloco de memórias alheias mais alguns sonhos esquecidos no consultório... Na mesa tem os meus anos de estudo minhas angústias de análise mais as palavras dos que portam o estandarte... Na mesa tem o arrepio da fantasia de o outro saber-se e a certeza de poder-me. Oh, na minha mesa...
 Vejo-me envolto em feixes de luz e questões de todas as matizes de cores. O amarelo e suas nuances misturado ao quem-sou-eu-? O vermelho pergunta de onde vim e o azul - ah, o azul ... Oito infinitos em potência e dever me vestem enquanto passeio pelas veredas de descobrir.

2 comentários:

Mutantis disse...

Gosto tanto da poesia quanto da prosa. Muito bom o jogo de cores e palavras. sinestesias...

Poesia ou Alívio? disse...

Obrigado mutantis!