23 julho 2011

q.u.e.b.r.a.d.ei.r.a.

Tenho samba chula e

Não me canso de mapé,

Levo tudo num jeito faceiro 

Do Paraguaçu ao Subaé. 

Dos Caxixis a maniçoba. 

- A carimã o cuscuz e a tapioca.

As espadas ao pé de Cruz

Antônio ou Almeida?

Esta questão não se coloca.

De São João que é frio

Ao petróleo que é rentavelmente quente,

Vou comendo camarão 

Lagosta e siri de mangue, e 

Sem esperar que ninguém me mande

Desço um litro de aguardente. 

Fico leve em São Braz,

Arretado em Maragogipinho,

Sonso na praia de Monte Cristo,

- Cabuçú, o que é que isso?

E sossego na de Encarnação!

Subo até Camamu

Desço cortando Dendê

Ponho tudo dentro do meu samburá

Porque na Boa Morte eu vou vender. 

Pra não dizer que só bato Candomblé

Jogo capoeira, me apresento pros outros, 

E faço verso para um qualquer...

Agora vou de vapor pra Faculdade.

Vender livro na feira de gente grande 

Enquanto chupo um rolete de cana

Esperando pra virar Doutor.

Retratismo ou Poesia?

O barro ou o caçuá? 

É fazenda ou é cozinha?

Beira de estrada ou pernas no mar?...


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