12 agosto 2015

Embriaga

A sua voz me embriaga
Enche meus poros de sentimentos 
Confunde meus órgãos 
Faz-me flertar com adagas 

É uma algazarra de estímulos 
Quando vejo já deixei o chão 
Quando sinto há muito estou entregue
Quando falo nem pareço tão tímido 

A sua pele me embriaga 
Passo com veludo na voz 
Meus pensamentos caem como seda
Na lâmina afiada que me afaga

Uma devassa nos meus sentidos
Se ouço não posso tocar
Sinto o cheiro e não é da mesma cor
Dos lábios que me deixaram aturdido.

O seu espírito me embriaga
Preenche a tela com falsetes 
Você cria jeito, força e modo 
De arrancar de mim o que me agrada

Você me embriaga
Eu lhe oferto amplidão. 

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