20 junho 2011

c.i.c.l.o.t.i.m.i.a.

Amor solúvel 

Rima com engano

Com desespero e histeria. 
Com o deixar-se cooptar...

É o próprio grito ensurdecedor:

Derrube-me de onde me colocaste!

Será esta minha condição?

Apaixonar -me por trechos

De músicas, de poemas

de mistérios, de pessoas encantadoras...

E não sustentar a inteireza que tudo isso traz.

Pergunto-me da falta.

Penetro na falha.

Vasculho em minhas roupas.

Perscruto meus inanimados.

Mergulho espelho adentro

E não consigo ter um dia perfeito,

Um sonho real, que ao acordar perceba suas marcas,

Um tóxico que me inebrie para todo sempre...

Talvez "amor perfeito" seja apenas uma bela flor

Que brota e logo morre em meu jardim.

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