02 junho 2008

Linhas, 01.06.08

Aquela senhora pensava
amarrava a mesma linha verde de sempre
como quem amarra as memórias
de um dia de trabalho e uma vida de nós

Falou-me de suas inspirações
limitadas pela falta de estímulos
Pensei numa explosão criativa
escondida entre o espírito e a agulha...
e o dedos

Pedi para ela um sonho
ela negou...
Pedi que sonhasse
ela retrucou...
Pedi que fizesse
ela prontamente sorriu.

Cada nó na linha verde era um filho
um neto, uma aspiração, um desejo, uma tristeza
Cada movimento da agulha
era uma estocada na vida e um afago na incompreensão.

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