19 maio 2008

written, 14.05.08

Escrever algo que valha,
que traduza o imenso esforço de uma alma
e liberte-a da inconsistência,
da disforme existência do querer.
Querer sempre!
Sempre o infinito do possível -
isto quase sempre
postergado.
- Um brinde ao nosso
inalcançável.
Escrever a própria libedade,
símbolo de quase toda tristeza...
Esta que tem a totalidade na luz
e se finda quando já não há mais estrelas.
Faróis,
caminhos e nortes...
Mas relutam em ser penas
para que eu mergulhe no tinteiro do meu corpo
e delinei os traços de minha amplidão.
Escrever algo que valha,
não na imortalidade
nem tampouco para as possibilidades,
mas algo que possa chamar-se eu.

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