04 junho 2016

Ruptura

As estrelas são mestras no pique-esconde 
Com todo seu tamanho
Cabem ou descabem em lembranças 
Do recordante ou de quem lhe aponte... 

Se o copo está cheio de escuro
Culpado e reculpado também é o astro rei 
Que solene deixou-se vencer
Pelo moleque apostador de futuros

Mas se a ampulheta fulgura 
Culpado e tresculpado é o menino mascate
Que não soube ver a hora passar 
E prendeu a luz em sua frouxa ruptura 

De achar aqui e perder ali 
Vão-se puindo as fibras das vestes 
Incauto e perigoso negociar recordações 
Mesmo que das mãos das vestais. 

Ainda brinco de contar estrelas para me contar histórias. 

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