01 novembro 2015

Novembro

Como o velho que faz a primeira tatuagem 
- enviado , por natureza, às águas da liberdade
Canto minhas histórias em versos primitivos
E, a partir do espírito inflamado e combativo, 
- o troço sem substância que mais arde 
Que refaço, com uma deidade renovadora, outra minha imagem. 
[mais uma mais sorriso mais dor]
Riscada no éter do lembrar-se afetivo inventivo 
- agulhas e tinta vivas, velha carne 
Ao discurso normativo, devo pedir passagem, outra linguagem. 
Com a minha cacofonia de símbolos...
Um caleidoscópio de muitas primeiras imagens. 

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