11 março 2015

A cidade

O sol já se põe na cidade
E ainda caminha o homem de meia-idade
Por entre as nossas veleidades 
Contando seus segredos como se fossem verdades
Nesta vida de quantidade
Já não sabemos o que é alma, corpo e personalidade.
E assim como "um rio é sempre sem antiguidade" 
Todo amanhecer deverá ser sempre uma novidade
E os mistérios trarão sempre sua porção de malfeitos e bondade
Eis o homem da velhice à mocidade. 
Para sua natureza, um rufar de lealdade
Para a presença do outro, a tal felicidade...

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