15 julho 2012

parecendo ser!

Cansado de ser

de fazer tudo parecer
de sorrir sem jeito quando o que quero é bater
bater com a minha cabeça  no teu peito
e dizer 'vou te amar se eu puder, caramba!'


Preste atenção, coração tapado!

para quantos buracos ainda terei força
de lhe tirar, sem arranhões ou safenas?;
preste atenção,
que de tanto 'ção´chego a corar, a correr.


Eu quero é deixar de estar cansado

eu quero o direito à contradição
eu quero dizer 'te amo' e gritar 'cuidado'
sem regra e sem enrolação
disparar, parar, foder e me apaixonar


Coração incauto -

que ingenuidade é pecado -
observe os rombos da lascívia
tire proveito de toda perfídia
e se desdiga sempre que precisar. 

Um comentário:

Fanzine Episódio Cultural disse...




A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

*Fabiana Almeida Cruz (fomentadora cultural / Salvador-BA)

O número de violência contra a mulher é bem maior do que os dados registrados e apresentados pelas delegacias das mulheres. Muitas vítimas não denunciam seus agressores. Algumas mulheres têm medo, outras se sentem envergonhadas. Muitas são de baixa renda e sem o conhecimento de que é possível combater esse crime.
A justiça criou a Lei Maria da Penha (Lei de violência Doméstica e Familiar contra a Mulher), decretada pelo Presidente Lula, no dia 07 de Agosto de 2006.
Mesmo com essa medida, por que alguns homens continuam cometendo esse crime?
A resposta é que na verdade a nossa sociedade, mesmo com toda modernização, ainda é machista. Já faz parte do instinto do homem a posse, vendo a mulher como sua propriedade e inferior em todos os aspectos perante a sua posição.
A maioria dos homens ainda continua sendo adestrada com a visão de superioridade, não admitindo a conquista das mulheres pelo direito de igualdade como consta na constituição: “De que todos são iguais perante a Lei”.
Todas as crianças (meninos e meninas), desde a fase do seu desenvolvimento devem ser educadas com essa conscientização. As meninas de que o seu papel no mundo não é para ser submissa ao homem, servindo só para forno e fogão. E, principalmente com os meninos, quando os pais costumam dizer durante a educação, que homem não chora, não cuida dos afazeres domésticos e etc...
A mulher violentada não pode deixar esse crime impune, deve denunciar seu agressor à justiça. Não podemos nos esquecer que existem outros tipos de violência contra a mulher sem ser a agressão física. Existem também as que não deixam marcas corporais como as ofensas verbais, humilhações e o abandono.
A mulher deseja e precisa sentir-se amada e o mais importante: ser respeitada.
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Obs: Fabiana é criadora do ESPAÇO LIVRE BLOG COLETIVO http://blogcomfabi.blogspot.com.br/