Por favor, mantenha a calma
Não posso mais te encontrar todos os dias
Ah! se fosse só desejo
Se fosse só descer as máscaras
Se fosse só eu e você…
Minha senhora, os quartos estão alugados
Não tenho como ficar na rua
Ainda tenho algo parecido com um lar
Que vai estar lá quando eu voltar. E você?
É. Eu sei quando você vai e vem em qualquer lugar
Não se apresse em me julgar
Nada de forte, covarde, perdido ou atroz
Só um corpo cansado de cair
Em febres e tolerâncias sem fim
(a insistência de um amor ruim)
Minha senhora, meu copo-de-leite
Descanse enquanto me atiro no mar
Enquanto ainda dá pé no peito
Não sei o que há de vir, é ou já foi
“Sou metal, raio, relâmpago e trovão “
Não posso me entregar assim à traição.
Por favor, mantenha a calma
Todo dia, todo hoje, todo o amanhã
Não sei se suporto, senhora
O para sempre é um ingrato delírio
Você é minha mente juntas: um doce maratírio
Décio Plácido, 25/05/26