A vida nos impõe intervalos de solidão
O labor se apresenta
Os livros reinvidicam
Cuidar dos filhos
Contemplar o mar
Apreciar as lagartas
Escrever um poema
Me desnudar
Logo volto a te encontrar
Tão rápido quanto o sol se recolhe.
Logo o mar retorna
As borboletas voam
O letras se emancipam.
Os filhos nos despedem…
É só um piscar de olhos
Não mais.
Nada mais que isso.
Sob o risco de endurecer as pálpebras
Sob o risco de me afogar
Neste poço de tantos sentidos
Neste mundo de silêncios
Neste canto onde nem toda luz chega.
Décio Plácido, 23/07/26
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