23 julho 2026

A vida nos impõe intervalos de solidão 

O labor se apresenta 

Os livros reinvidicam

Cuidar dos filhos

Contemplar o mar 

Apreciar as lagartas

Escrever um poema

Me desnudar

Logo volto a te encontrar 

Tão rápido quanto o sol se recolhe.

Logo o mar retorna

As borboletas voam

O letras se emancipam. 

Os filhos nos despedem… 

É só um piscar de olhos

Não mais.

Nada mais que isso. 

Sob o risco de endurecer as pálpebras 

Sob o risco de me afogar 

Neste poço de tantos sentidos 

Neste mundo de silêncios 

Neste canto onde nem toda luz chega.

Décio Plácido, 23/07/26

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