Escrevo para evitar vícios
Para não perder o tino
E para construir o agora
Único bem que carrego
Escrevo versos
Verdades e mentiras
Mas só coisas de bondade
Escrevo para me tocar
Para me sentir profundamente
Chego a tocar meus pulmões
Com uma palavra mais afiada
O coração é todo retalhado
Não há cola para o picotado
Escrevo e não me vicio
Ouço a música de Nietzsche
Mas não sei dançar
Só rabiscar fenômenos
E arriscamentos