11 setembro 2026
10 setembro 2026
sinto que o amor é suporte é faca de kit corte e densidade de todos os portes é uma barganha com a sorte Boa falta norte sobra símbolos de vida e morte não que isso realmente bote mas também não é algo que que se Dêpot Para o amor já fiz vários intensos quase virei ou somos todos detentos desse bolo quase não sobra fermento o corte seco é violento sido que o amor é algo tortuoso rio caudaloso terreno pantanoso um golpe pre sem aguento Calor de fogaréu mas não me arrebento
28/08/26
28 julho 2026
23 julho 2026
A vida nos impõe intervalos de solidão
O labor se apresenta
Os livros reinvidicam
Cuidar dos filhos
Contemplar o mar
Apreciar as lagartas
Escrever um poema
Me desnudar
Logo volto a te encontrar
Tão rápido quanto o sol se recolhe.
Logo o mar retorna
As borboletas voam
O letras se emancipam.
Os filhos nos despedem…
É só um piscar de olhos
Não mais.
Nada mais que isso.
Sob o risco de endurecer as pálpebras
Sob o risco de me afogar
Neste poço de tantos sentidos
Neste mundo de silêncios
Neste canto onde nem toda luz chega.
Décio Plácido, 23/07/26
20 julho 2026
19 julho 2026
Caramelo salgado
Brigadeiro trufado
O nosso amor
Servido num pires
Melando os dedos
Adoçando a quem se mela dos lados
Tentei evitar o açúcar
Como às outras drogas
Mas me trouxestes um beijinho
Carregado no coco
Que por amor comi uns oito
Que por amor guardei meus medos
Sim, nossos nomes doces
Sim, calda engrossando…
Um cozimento lento, atento
Na panela, na terrina, na bacia
Esse doce não cabe em qualquer lugar
É proveito de corações desfeitos.
Caramelo salgado
Um sentir nada gourmetizado
Mas de ingredientes incomparáveis
Selecionados pelo tempo - longo - da busca
A procura que manteve seu sabor
Na certeza que jantar finda na sobremesa

