Lá vou eu de novo!
Desarmado
Descarado.
Vejo por entre a venda dos amigos
Venda de segurança - vejam só!
Caminho em direção a ela
Só me importam os arrepios na carne.
O sangue errando os vasos
Os neurônios fazendo tranças
E o coração é o meu corpo inteiro.
Lá vou eu de novo.
Desafiado.
Desgastado.
Ando por poças sem me importar
Poça pra me parar - vejam só!
Caminho pra ela e por ela.
Não importam o tempo e os passos!
Se minha respiração muda, eu atendo;
Se meus músculos contraem, eu aceito.
Lá vou eu de novo
Atento
Aterrorizado
Com a coragem de que chama meu nome…
Com uma quase certeza das mensagens digitais.
Caminho para ela e por ela.
Tenho medo quando você se cala;
Tenho medo quando não consigo ouvir.
Mas vou andando por entre minas
Algo, diferente de minha cognição, me guiará ao seu amor.
Lá vou eu de novo
E não há nada que alguém possa fazer.
Mais vale o salto ornamental que a piscina;
É necessário subir o sarrafo.
É necessário que eu suba ao terraço.
Se minha respiração muda, eu atendo
Se meus músculos contraem, eu aceito
Se você me aparece,
É para frente que se anda nessa espiral.
É na nossa frente que o amor se mostra como tal.
Décio Plácido, 22/06/26
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