Ela me deu sua qualquer coisa como alma
Pediu que eu plantasse sob meus olhos
e debaixo de uma pedra
Uma espécie de mandinga estelar
Mas que daria frutos parecidos com fênix e unicórnios
Duvidei.
Nasceram ramos de jasmim pelos meus braços
Nunca fui tão perfumado e sereno.
Ela me aparava os galhos e os cabelos
A pedra mudava de cor e tamanho aos meus olhos
Por onde sairia uma ave do paraíso ?
Como ela me deixava feliz, epifânico
Eu não me lembrava das coisas terrenas
Sabia apenas de magias e esfinges
Flores e luas e reencontros e metamorfoses e pontes
Ela me cuidava… isso é amor em estado de existência
Eu, riacho, a invadia
E levava comigo uma parte daquilo que era qualquer coisa como o seu sol
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