26 setembro 2026


Ela me deu sua qualquer coisa como alma

Pediu que eu plantasse sob meus olhos

e debaixo de uma pedra

Uma espécie de mandinga estelar

Mas que daria frutos parecidos com fênix e unicórnios

Duvidei.

Nasceram ramos de jasmim pelos meus braços

Nunca fui tão perfumado e sereno.

Ela me aparava os galhos e os cabelos

A pedra mudava de cor e tamanho aos meus olhos

Por onde sairia uma ave do paraíso ?

Como ela me deixava feliz, epifânico

Eu não me lembrava das coisas terrenas

Sabia apenas de magias e esfinges

Flores e luas e reencontros e metamorfoses e pontes

Ela me cuidava… isso é amor em estado de existência

Eu, riacho, a invadia

E levava comigo uma parte daquilo que era qualquer coisa como o seu sol

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